quarta-feira, 9 de maio de 2012

Calvinolândia - A missão da Igreja

Qual é a missão da Igreja? É apenas evangelizar? Ou fazer ação social? Como podemos realizar a missão na prática? Essas e outras perguntas serão respondidas neste bate-papo entre André Storck e Leonardo Verona.


Norma Braga - Cosmovisão Cristã

Norma Braga na VINACC falando sobre cosmovisão. vale a pena assistir TUDO


terça-feira, 8 de maio de 2012

A IRA DO CRENTE - Walter McAlister

Excelente artigo do bispo Walter McAlister sobre a raiva, vale muito a pena ler:

http://www.waltermcalister.com.br/site/a-raiva-do-crente/



É sempre fácil reconhecer quando alguém acabou de chegar de um retiro da igreja. Todos ficam tão mansos, calmos, meio “fora do ar”. É lindo. Você chega perto e pergunta: “E aí, meu irmão, tudo bem?”. A resposta, seja qual for, virá em tons mais baixos, acompanhada de um sorriso suave e um olhar dócil. Eu gosto de chamar esses momentos de “fase Francisco de Assis” (aquele que canta para irmão Sol e irmã Lua e vela por todos os animais da floresta). Andam por aí sem nem colocar as mãos no bolso, como se ainda estivessem secando o esmalte recém-aplicado às unhas. Sabe como é? As mãos caídas do lado do corpo com os braço meio que preparados para levantar voo? Quando falam, seus olhos brilham com compaixão e ternura. Os olhos ficam meio envidraçados, como um coelhinho de um filme da Disney.

Agora, por favor, me entenda! Não estou fazendo pouco do benefício extraordinário que um retiro nos traz. É bom sair da praça, ir para as montanhas, a floresta ou mesmo para o deserto. É ótimo separar tempo para uma oração mais prolongada, para reflexão e louvor junto com outros retirantes. Todos voltam com um espírito de comunhão e camaradagem. Afinal, fomos companheiros de viagem. Camaradas que escalaram as alturas com Deus. Compartilhamos algo que é difícil de alcançar nos breves momentos que nem de longe conseguimos separar em nossa rotina, em meio a trânsito, afazeres, questões familiares, deveres de casa, tarefas mis, para não falar nas frustrações e nos desafios, nas tentações e nas provocações.

Com pouco tempo, no entanto, o barulho que nos parece tão alienígena volta a invadir o nosso íntimo. O calor da disputa no trânsito contagia. Oração não é mais um exercício feito debaixo de uma árvore e ouvindo o borbulhar do riacho que passa pelo acampamento (ô, acampamento abençoado!). À noite não ouvimos mais os grilos e o vento, nem podemos mais ver as estrelas ao pisar na grama macia e convidativa. Ouvimos o “plim plim” de milhares de televisores vizinhos, o furor dos ônibus que passam pela nossa janela acompanhado por um tremor que toma o prédio todo. Ah, como nos sentimos quietos naquele retiro! O chão parecia tão macio, sereno e sólido. Nada tremia. O corpo sentia paz.

Mas o barulho, os tremores, o dia a dia e as notícias vão nos invadindo. E então começa: o elevador nunca vem. As filas da direita e da esquerda no caixa do supermercado andam mais do que a nossa. Um caminhão quebra, há uma blitz, e o trânsito para. Começamos a ter pressa de novo. Cada obstáculo é mais uma gota no sistema que está começando a esquentar.

Então vem a explosão. Descemos da cruz, como costumo dizer. Falamos imprecações (teoricamente, claro). Ficamos com raiva daquele taxista que nem conhecemos. Damos um murro no volante, na parede, na mesa. Estamos com raiva. E, para abater a nossa raiva, contamos até dez. Mas fica o seu fel, um resíduo que vai alimentar a próxima explosão.

Essa raiva é venenosa, não há dúvida. Domínio próprio é fundamental, e sempre, pois se deixarmos chegar a isso, podemos realmente dar um passo em falso. Podemos pecar feio. O cristão não pode voltar do retiro e simplesmente gastar a sua paz. Ele tem que cultivar a paz, mesmo quando não está longe do barulho.

Mas isso não quer dizer que nunca vamos conseguir ficar sem raiva. Citando o Salmo 4, Paulo fala da raiva: Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade. Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo. “Quando vocês ficarem irados, não pequem”. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha, e não deem lugar ao diabo. (Ef 4.22-27).

A nossa defesa é nos acostumar a nos despir do velho homem e nos revestir de Cristo. Se não fizermos isso acabamos dando lugar ao Diabo. Temos que cuidar dessa raiva. Mas com que urgência? Paulo mesmo diz que tem que ser antes do sol se pôr. Mas como? A resposta está no Salmo que Paulo citou:

Responde-me quando clamo, ó Deus que me faz justiça! Dá-me alívio da minha angústia; Tem misericórdia de mim e ouve a minha oração. Até quando vocês, ó poderosos, ultrajarão a minha honra? Até quando estarão amando ilusões e buscando mentiras?

Pausa

Saibam que o Senhor escolheu o piedoso; o Senhor ouvirá quando eu o invocar. Quando vocês ficarem irados, não pequem; ao deitar-se reflitam nisso, e aquietem-se.

Pausa

Ofereçam sacrifícios como Deus exige e confiem no Senhor. Muitos perguntam: “Quem nos fará desfrutar o bem?” Faze, ó Senhor, resplandecer sobre nós a luz do teu rosto! Encheste o meu coração de alegria, alegria maior do que a daqueles que têm fartura de trigo e de vinho. Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor, me fazes viver em segurança.(Sl 4.1-8).

Para vivermos sem o pecado que a raiva provoca, temos que clamar. Temos que levar tudo a Deus: aborrecimentos, ultrajes, mentiras, injustiças. E mais, temos que fazer isso até o fim de cada dia, como Paulo destacou. “Ao deitar-me…” é o momento. Então refletimos. Não tentamos empurrar a raiva para o fundo da gaveta. Não tentamos enterrar o que aconteceu repetindo “tudo bem, tudo bem, estou bem, nada a ver…”. Não tentamos esquecer o que houve. Não! Temos que refletir. Peça que Deus encha o seu coração. Não basta uma corridinha suada, um calmante, e certamente não uma novela, por favor! Raiva enterrada tende a voltar. E se enterrar algo meio morto, o que sai da terra é horripilante! É como o acúmulo de água numa torre. Se não esvaziar a torre, na hora de abrir a torneira, toda a pressão das frustações acumuladas vai fazer jorrar as lembranças “esquecidas”, todos os “tudo bens” – e te levar ao pecado.

É fácil viver assim? Não. Precisamos de um milagre. Mas é isso que Deus está operando em nós, a cada dia. Somos milagres em progresso. Somo dependentes de uma ação sobrenatural para lidarmos com as coisas “normais”. É na praça, em casa, com vizinhos e, principalmente, no nosso íntimo que esse milagre tem que acontecer sempre.

Se realmente vivermos assim e dependermos desse milagre diário, então dormiremos em paz e em segurança. Que segurança? Segurança de que não contribuiremos para o nosso próprio mal. Sim, porque o “salário do pecado é a morte”.

Na paz,
+W





sábado, 5 de maio de 2012

Cansei - Carol Gualberto

Amigos leitores,

apreciem a cosmovisão calvinista expressa em uma bela canção de Carol Gualberto:

Cansei

Eu cansei de ser chinfrim, cansei de ser meia boca
Eu quero transformar a mim, ai, meu Deus, me dá tua força!
A vida que é toda morna
O sal que nunca salgou
A lâmpada embaixo da cama que nunca iluminou
A fé que sem obras é morta
Discurso que não tem ação
Palavra que não tem valia s
e dita só nessa canção
Eu cansei de ser chinfrim, cansei de ser meia boca
Eu quero transformar a mim, ai, meu Deus, me dá tua força!
Eu gosto de ficar no gueto
Da minha acomodação
Me acho, me abano e abandono o cerne da minha razão
É fácil ficar num cantinho
Com ovelhas e rouxinóis
Mas é no escuro e entre lobos que a candeia brilha como sóis

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Podcast Calvinolândia - Arte

Um bate papo entre André Storck e Leonardo Verona sobre o tema arte. O que é arte? Qual a função da arte? Qual deve ser o relacionamento do cristão com a arte? Podemos escutar somente música gospel? Essas e outras questões são discutidas neste programa.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Missão Integral

Palestra sensacional do Bispo Robinson Cavalcanti sobre um tema tão discutido hoje que é a Missão Integral. Muitos acusam a Missão Integral de prejudicar a atuação evangelística da igreja, e de fato, algumas correntes deste movimento assim o fazem. Entretanto, nesta aula, o Bispo mostra uma visão equilibrada e totalmente Bíblica sobre a Missão da igreja. Vale a pena assistir!
Aproveitando, deixo aqui uma homenagem ao Bispo Robinson Cavalcanti, que nos deixou este ano e de forma trágica. Entretanto, nos anos em que viveu, contribuiu de maneira contundente para o avanço do Reino de Deus, mormente no campo da política, com contribuições inestimáveis.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Está todo mundo ficando louco?

Por Leonardo Verona


“O que há de errado com a sociedade? Quando vemos os jovens fazendo de tudo para estarem nos padrões da mídia? Garotas fazendo várias cirurgias e tomando pílulas dietéticas para ficarem igual ao padrão da TV ou das revistas? O que há de errado com a sociedade quando não vemos mais famílias normais? Quando vemos os pais agirem como inimigos dos filhos? O que há de errado quando vejo o tempo todo os ricos esbanjarem suas riquezas, enquanto crianças passam fome na rua sem ninguém se importar? Quando ninguém gosta de dividir? Está todo mundo ficando louco? Alguém pode me dizer o que está acontecendo?
Se você abrir os olhos, você verá que algo está errado!”

Acima, vemos uma denúncia muito lúcida do modo de viver da nossa sociedade. Primeiro, nos mostra uma sociedade totalmente hedonista e narcisista, que busca satisfazer os seus desejos a qualquer custo, mesmo que para isso os indivíduos tenham que comprometer a saúde e mutilar os seus corpos. Segundo, vemos uma crítica às famílias contemporâneas, que perderam seus referenciais morais. Terceiro, nos mostra a questão séria da desigualdade social e da pobreza, mormente causada pelo egoísmo humano. E por fim, termina reconhecendo que há algo de errado e nos instruí a abrirmos os olhos para esta realidade.
Mas, meus caros amigos, ainda não disse de onde tirei esta denúncia. O que os senhores acham? Parece ser de um humanitário e cristão não é mesmo? Entretanto, devemos desconfiar, pois ultimamente não temos visto muitos cristãos engajados nessas causas ditas “humanitárias”. A grande maioria, infelizmente, está preocupada apenas com questões eclesiásticas ou com uma piedade individual, isto quando não estão correndo atrás de prosperidade e fama a qualquer custo, da mesma forma que as pessoas de nossa sociedade! É triste, mas temos que muitas vezes escutar dos próprios ímpios, pela graça comum de Deus, verdades que muitas vezes não queremos enxergar! Esta música, que se chama “Crazy”, é da banda Simple Plain, um conjunto secular e até onde eu saiba seus integrantes não são evangélicos. Não conheço as outras canções desta banda, já que este estilo não me agrada muito, para afirmar se as outras letras são tão belas como esta. Mas, nesta canção, em específico, vemos a graça comum Deus, já que sabemos que toda verdade procede Dele.
Então, segue a música legendada logo abaixo. Meditem sobre essas verdades para que possamos nos engajar na cura de nossa sociedade.